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Mesa interativa para eventos: como a Mesa Cubos usa reconhecimento de objetos para abrir conteúdo

08.09.2026

Uma mesa interativa em que o visitante escolhe um objeto, encaixa no ponto de leitura e o assunto abre na tela — e o que a marca descobre sobre o público depois do evento.

Mesa Cubos da John Deere na Agrishow, com seis cubos acesos em verde no tampo inclinado e um visitante interagindo na tela

A Mesa Cubos é uma mesa interativa criada pela Antídoto em 2013, em que objetos físicos comandam o conteúdo digital: o visitante escolhe um cubo, encaixa no ponto de leitura do tampo e o assunto correspondente abre na tela sensível ao toque. O reconhecimento é por tag RFID — não é câmera, não é QR code e não depende de internet. Os cubos são o objeto padrão e dão nome à mesa, mas o objeto pode ser o produto do próprio cliente. É quando isso acontece que a solução fica mais interessante, e vamos chegar lá.

Por que tirar o menu da tela

Um estande tem poucos segundos para dizer o que a marca faz, e quase sempre tem mais conteúdo do que cabe nesses segundos. As saídas conhecidas envelheceram cada uma do seu jeito: catálogo impresso ninguém lê em pé, vídeo institucional em loop começa sempre no meio, e a tela touch com menu funciona — desde que alguém queira abrir um menu numa feira. Menu na tela é a coisa mais parecida com trabalho que existe num pavilhão.

A Mesa Cubos tira o menu da tela e o coloca sobre o tampo. Os assuntos ficam visíveis, iluminados, em peças que a pessoa pega na mão. Quem chega não precisa entender uma interface antes de entender o tema: os temas estão ali, e escolher é pegar um deles.

Escolher deixa de ser navegação e vira gesto.

É uma troca pequena com duas consequências, e a segunda raramente é o motivo pelo qual a mesa é contratada. A primeira: a apresentação passa a acontecer no ritmo de quem está do outro lado — o visitante decide por onde começa e quando troca de assunto, e o vendedor acompanha em vez de conduzir um roteiro fixo. A segunda: como cada escolha e cada resposta ficam registradas, a marca termina o evento sabendo não só quantas pessoas passaram, mas o que elas quiseram ver e o que entenderam.

Como funciona o reconhecimento de objetos

Cada objeto carrega uma tag RFID com identificação individual. A leitura não acontece em qualquer lugar do tampo: existe um ponto de leitura à direita da tela, logo abaixo do descanso dos cubos. É um rebaixo com LED em volta, sinalizado por um adesivo serrilhado — o objeto é encaixado ali. O leitor fica sob o tampo e lê através da madeira, o que mantém a superfície sem nada aparente: nenhuma câmera, nenhum sensor exposto, nenhum encaixe mecânico. O sistema identifica qual peça foi encaixada e abre o conteúdo daquele tema na tela de 43 polegadas, em 4K.

Mao encaixando o cubo D.coat no ponto de leitura iluminado da Mesa Cubos, com a instrucao impressa no tampo
O gesto inteiro numa foto: o objeto encaixa no rebaixo iluminado, e a instrução está impressa no próprio tampo. O leitor fica embaixo, invisível.

O RFID foi a escolha certa desde o primeiro projeto, e continua sendo. Ler por rádio, através do tampo, é o que permite deixar a mesa limpa e o leitor invisível. A alternativa que existe hoje — uma tela capacitiva capaz de ler marcadores diretamente sobre o vidro — tem custo muito alto e, em 2013, simplesmente não existia.

Nada disso pede rede. Os aplicativos são desenvolvidos em Unity 3D, compilados e instalados na própria máquina, e isso pesa no orçamento do estande mais do que parece: num pavilhão de feira, o link de internet pode passar de dez mil reais. A internet só se torna inevitável em quatro situações, e vale nomeá-las em vez de generalizar — envio de mensagem por WhatsApp ou e-mail, ranking online, acesso a um site e consulta a alguma informação do cliente que esteja na nuvem.

Os cubos medem 9 centímetros de lado e ficam em nichos no próprio tampo, em duas colunas de três, à direita da tela: o visitante vê o menu inteiro antes de escolher. O padrão vai de 2 a 6 objetos, e o que funciona melhor é entre 4 e 6. Quando o projeto usa menos, os nichos livres recebem uma placa adesivada com a identidade do cliente, em vez de ficar vazio aparente.

Onde ela nasceu, e o que nasceu dela

A estreia foi com a Scania na Fenatran de 2013, no lançamento brasileiro da linha Streamline. O problema era de apresentação, não de tecnologia: mostrar os seis pilares de tecnologia do novo caminhão sem transformar isso num folheto vertical dentro de uma tela.

A resposta foram seis cubos de resina e uma estação em pentágono. Visto de cima, cada uma das quatro faces tinha uma mesa; a quinta era uma estrada de painel de LED, que corria três metros pelo chão do estande e subia pela parede. No centro, uma maquete em que caminhões giravam numa pista. Cada cubo, um pilar. O visitante escolhia o assunto com a mão.

Mesa Cubos no estande da Scania na Fenatran 2013, com cubos acesos e a maquete de caminhoes ao fundo
A estreia, na Fenatran de 2013: os seis cubos acesos, o ponto de leitura iluminado e, ao fundo, a maquete com os caminhões girando na pista.

De lá para cá a tecnologia gerou família dentro da casa, e é a melhor evidência de como o portfólio da Antídoto se forma: não comprando equipamento, mas cruzando o que já dominamos. A Mesa Colmeia é a mesma ideia sem tela touch, com o conteúdo saindo numa TV ou num painel de LED. A Mesa Slider é o encontro da Mesa Cubos com o Raio-X Interativo. A Estação Interativa da Valtra, de 2015, levou o reconhecimento para três objetos com saída em painel de LED. E a Parede Cubos subiu a tecnologia para a vertical, para estandes sem espaço de piso — rodou com a PRIO na OTC Brasil 2025 e com a Vigodent no CIOSP 2026.

A mesa em si nunca parou. São mais de 80 projetos entregues com ela desde 2019, treze anos depois da estreia.

O que acontece entre o corredor e o fim da conversa

Antes de qualquer pessoa encostar na mesa, o menu físico já está aceso. O LED ilumina as arestas e o corpo translúcido dos cubos na cor do projeto — azul na CNP, verde na Alelo e na John Deere. O ponto de leitura também fica aceso mesmo vazio, e é ele que diz onde encaixar antes de alguém precisar explicar.

Tres cubos da Sanofi acesos no nicho do tampo, ao lado dos pictogramas que ensinam o gesto
O menu físico aceso antes do primeiro toque, no treinamento da Sanofi. Ao lado dos cubos, os pictogramas que ensinam o fluxo em três passos.

A tela em descanso completa o convite, e o padrão que se firmou tem três partes. Na New Holland, ela trazia o assunto — “Conheça nossas soluções de pós-vendas” —, três pictogramas ensinando o fluxo em passos (escolha um dos cubos ao lado, posicione na área tracejada, interaja na tela) e a chamada do prêmio: “e concorra a um brinde”. Assunto, gesto e motivo, tudo antes do primeiro toque. O desenho entrega o gesto sozinho, mas a instrução existe — na tela e impressa no próprio adesivo.

Do encaixe em diante, o que a mesa mostra é decisão de projeto. Vale como regra o que funcionaria num site: texto, foto, galeria, vídeo, animação de transição, 3D interativo, produto em 3D com hotspots, mapas. A restrição real não é o tipo de conteúdo, é a mecânica — precisa ser de tela touch. A recomendação da casa é não passar de duas telas por cubo, e ela não é limite técnico: é limite de atenção em feira.

Cada cubo é uma porta independente, e daí saem os três arranjos que mais usamos. Institucional puro, com seis cubos, um tema em cada. Quiz completo, com quatro, cada cubo uma alternativa ou um tema de pergunta. E o misto, que é o mais comum: três a cinco cubos de conteúdo mais um cubo de game. Na New Holland, os de conteúdo eram Peças, FleetPro, E-commerce, Vantagens e Benefícios e Centro de Distribuição — e o sexto era o Quiz, no fim.

Cubos da New Holland identificados como Pecas, FleetPro, E-commerce, Vantagens e Beneficios e Quiz
O formato misto na New Holland, legível nos próprios cubos: cinco de conteúdo e o Quiz, que fecha o percurso.

O game no fim não é decoração de fechamento, é onde o grupo muda de papel. Durante o conteúdo uma pessoa conduz e as outras assistem; no quiz, todas jogam. Na New Holland foram quatro pessoas tocando a tela ao mesmo tempo, o que transforma quem estava de braços cruzados em quem está participando — exatamente quando a conversa comercial precisa disso.

O brinde entra como motivo, não como surpresa: é anunciado na entrada e entregue na saída. E existe uma variação que resolve um pedido presente em quase todo briefing — premiar só quem ativou todos os conteúdos. A recompensa deixa de ser por presença e passa a ser por percurso, que é a forma mais simples de garantir que o visitante viu a apresentação inteira, e não só o primeiro cubo. A divisão de responsabilidade precisa estar clara na proposta: a Antídoto entrega a mecânica e a informação de quem ganhou; o brinde em si é do cliente. Funciona com ou sem cadastro.

Quando há cadastro, o formulário é montado conforme o projeto — o mais comum é nome, e-mail e telefone, e a recomendação é pedir o mínimo possível, porque cada campo a mais é tempo de fila. O aceite de LGPD pode ser um checkbox no início, com os textos jurídicos por conta do cliente.

Terminada a conversa, a tela volta ao início, pronta para o próximo visitante.

Quando a mesa deixa de mostrar e passa a avaliar

Essa é a parte que menos aparece nas fotos e mais surpreende quem conhece a Mesa Cubos como vitrine.

No treinamento da Sanofi, na Farma Trade de janeiro de 2019, foram três mesas montadas dentro de uma farmácia cenográfica — duas de costas uma para a outra e a terceira na lateral —, cada uma com três pilares de conhecimento. E duas mecânicas que não informam o time: cobram dele.

No planograma arrastável, o participante precisa preencher o display com a ordem correta de produtos, arrastando cada item da prateleira, com o tempo correndo e checagem em tempo real. Se errar, o produto treme e volta para a prateleira. O erro tem resposta imediata, e a pessoa corrige na hora em vez de descobrir no fim. Todo o layout e o ambiente 3D foram desenvolvidos pela nossa equipe.

Tela da Mesa Cubos com o planograma arrastavel da Sanofi, mostrando equipe, tempo e pontos no alto
O planograma arrastável em uso: os produtos a arrastar à esquerda, o display a preencher à direita, e no alto o que transforma treinamento em prova — equipe, tempo e pontos.

No jogo dos 7 erros aplicado ao ponto de venda, são fotos reais de execução em PDV, e o vendedor precisa apontar o que está errado. Não ensina regra abstrata: treina o olho para o erro que ele vai encontrar na loja na segunda-feira.

A diferença entre as duas coisas é maior do que parece. Uma mesa que mostra conteúdo comunica. Uma mesa que pede execução e corrige na hora mede — e o que ela mede não fica na mesa.

Vale para o quiz de feira também. Depois do evento, a base é entregue em Excel em até dois dias, junto com o relatório de uso, quando acordado em proposta. Havendo quiz, o relatório traz o desempenho por pergunta, inclusive as respostas erradas. É o dado mais subaproveitado da operação: as erradas mostram qual produto o público não reconhece e qual benefício não ficou claro. Uma feira que devolve isso deixou de ser ativação e virou pesquisa.

O percurso mostra que o conteúdo passou. O erro mostra o que não passou.

A extração dos dados durante o evento existe como função, mas depende de internet, é opcional e cobrada à parte — não é nativa de todos os projetos. E o coletor de crachá oferecido pelas feiras não é serviço nosso, nem tem integração com nossos sistemas.

Quantas pessoas participam ao mesmo tempo

A resposta tem duas metades, e confundir as duas é o erro mais comum sobre a solução.

Para abrir conteúdo, é uma pessoa por vez. O leitor é único, então escolher o tema é sequencial por natureza: alguém encaixa o cubo, e o grupo em volta acompanha na tela. Um apresentador para até quatro visitantes funciona muito bem — a tela de 43 polegadas é grande o suficiente para um grupo desse tamanho ler junto.

Visitante interagindo na Mesa Cubos da Alelo no CONARH de 2023, com cubos acesos em verde
A mesa da Alelo no CONARH de 2023. A testeira acima da tela diz o assunto para quem ainda está no corredor; os cubos dizem quantos assuntos existem.

Para jogar, não é. A mesa é multitoque, e o quiz da New Holland teve quatro pessoas simultâneas.

Acima disso, quem multiplica a audiência é a amplificação: replicar o conteúdo numa TV grande ou num painel de LED. A mesa vira o painel de controle de quem apresenta, e o painel é onde o público assiste. Na Ihara, no Show Rural Coopavel de 2022, o conteúdo saía num painel de LED de 4 por 3 metros, do chão ao teto, e uma apresentação conduzida pela mesa atendia grupos de 10 a 20 pessoas. Sem painel, o corredor vê o grupo; com painel, o corredor vê o assunto.

Apresentador conduzindo a Mesa Cubos da Ihara com o conteudo ampliado na parede atras
Na Ihara, a mesa deixa de ser onde o público assiste e vira o painel de controle de quem apresenta.

A outra forma de multiplicar é juntar mesas. Duas ou mais, de costas uma para a outra, formam uma estação: ocupa pouco mais que uma mesa sozinha, atende os dois lados ao mesmo tempo e resolve a objeção mais cara de qualquer feira, que é metro quadrado. Já entregamos duas mesas na Deca, três na Sanofi, três por estação na John Deere — seis mesas em duas mega estações na Agrishow — e quatro no pentágono da estreia com a Scania.

Estacao da John Deere na Agrishow com tres Mesas Cubos agrupadas e publico em volta
Uma estação da John Deere na Agrishow: três mesas agrupadas, cada uma com um recorte do conteúdo, e a equipe distribuindo os visitantes por interesse em vez de formar fila.

E o ganho não é só de fluxo. Numa estação, cada mesa carrega um recorte diferente do conteúdo: por área da empresa, por linha de produto, por etapa da jornada. A equipe comercial distribui os visitantes conforme o interesse de cada um, em vez de formar fila numa tela só.

O que a mesa pede do seu projeto

Pouca coisa, e essa é uma das forças dela em feira. Um ponto de tomada — 1,35 kva, em 110 ou 220 volts. Menos de 30 minutos de instalação, com a mesa chegando pronta e já adesivada com o tema do cliente. Nenhuma infraestrutura de rede, salvo nas quatro situações citadas acima.

O equipamento mede 150,6 por 81,8 centímetros, com 115 de altura, e pesa cerca de 85 quilos. A área operacional é maior que isso: é preciso volta livre para até quatro pessoas em pé mais o apresentador de um dos lados, e circulação atrás. Em ilha comercial, calcule o conjunto de mesas, não uma.

O tampo é inclinado, e a inclinação resolve três coisas de uma vez. Mantém o conteúdo legível para quem está em pé. Reflete menos a luz do teto, que num pavilhão é forte e vem de cima. E impede que a mesa vire apoio de sacola, bolsa e copo — destino inevitável de qualquer superfície plana em corredor de feira.

Desenho de escala da Mesa Cubos em duas vistas, de frente e de perfil, com pessoas em pe ao lado
A mesa em escala, de frente e de perfil. O desenho mostra a altura de trabalho para quem está em pé e a inclinação do tampo.

A configuração padrão é plug and play. A exceção é quando o conteúdo é espelhado para uma TV grande ou painel de LED: aí a tela de destino, a passagem de cabo e o ajuste de resolução precisam estar no projeto do estande, normalmente com um fornecedor terceiro.

No calendário, o que costuma mandar é o conteúdo. Com o design já pronto da agência, o desenvolvimento do aplicativo leva de 5 a 15 dias, conforme o volume. Objetos sob medida pedem mais: se o cliente tiver o arquivo 3D, é rápido; se não tiver, nossa equipe projeta, imprime ou corta a laser e monta, e aí o ideal é ter pelo menos dez dias.

O objeto é onde o projeto fica autoral

Voltamos ao que ficou pendente lá no começo. O cubo é o objeto padrão, não uma obrigação — e é a peça que mais muda a experiência de um projeto para outro. O limite é de tamanho: cada objeto ocupa uma área de 9 por 9 centímetros. Acabamento metálico não atrapalha a leitura.

São três caminhos, do mais rápido ao mais elaborado. O cubo de resina padrão, adesivado com a identidade do cliente. O produto pronto do próprio cliente, montado sobre uma base de acrílico — foi o caso da Deca na Expo Revestir de 2014, com os registros da linha Duna Clássica nos seis acabamentos D.Coat: Black Noir, Black Matte, Inox, Gold, Gold Matte e Red Gold. E a peça criada sob medida, em impressão 3D ou corte a laser: já saíram cubos de MDF da própria Greenplac, latas de produto na Nestlé Ninho, miniaturas de tratores e carros, sacas de soja e milho.

Os seis acabamentos da linha D.Coat da Deca sobre blocos de acrilico iluminados, no lugar dos cubos
Na Deca, os seis acabamentos da linha D.Coat sobre blocos de acrílico ocuparam o lugar dos cubos. O ponto de leitura fica aceso mesmo vazio, à espera da peça.

Quando o objeto é o produto, alguma coisa muda de lugar na experiência. Na Greenplac, escolher um cubo de MDF abria o catálogo com aquele acabamento aplicado — o objeto físico e o conteúdo digital eram o mesmo produto, e a tecnologia saiu da frente. É a diferença entre o visitante lembrar da mesa e o visitante lembrar do lançamento.

Participante encaixando uma lata de Ninho no ponto de leitura da Mesa Cubos, na convencao de vendas
Na convenção da Nestlé Ninho, as próprias latas do produto foram os objetos. O gesto de pegar a embalagem passou a abrir a informação.

O acabamento do equipamento acompanha, com gabaritos já desenhados — não é projeto novo a cada cliente. A adesivação tem dois níveis: faixa, cobrindo a testeira do tampo com o logo, a frente e as laterais; ou envelopamento total, que cobre tampo inteiro, base, frente e traseira. Na Greenplac a mesa saiu inteira em branco, para conversar com o painel arredondado de amostras de MDF que envolvia a estação.

A luz é a última camada, e a que gera a decisão menos óbvia do projeto. O LED é configurado na cor do cliente, com bom padrão de reprodução inclusive nos tons claros, e é ele que faz o menu físico brilhar no meio do estande. Mas nem todo objeto quer luz. Na Greenplac, um projeto especial pediu 8 cubos, e para acomodá-los a peça de nichos foi refeita em acrílico, acompanhando a curva do tampo — uma troca que custa a iluminação dos cubos, e que precisa ser conversada no projeto, nunca descoberta na montagem. Só que ali a perda não foi perda: como os cubos eram amostras do MDF dos lançamentos, o LED alteraria o tom real do material.

Objeto-símbolo pede luz acesa. Objeto-amostra pede a cor verdadeira.

Daí sai a única recomendação de operação que damos sempre: testar a cor com o objeto real antes de fechar o projeto. A foto é o que sobra do evento.

Onde essa mesa já rodou

Feira, convenção, treinamento de equipe, lançamento de linha. Alguns projetos, e o que cada um resolveu:

Mesa Cubos branca da NTT DATA em 2025, com cubos coloridos e LED azul na base
A mesa da NTT DATA em 2025: acabamento branco, LED azul na base e os cubos abrindo, um a um, os cases da empresa.

O que aprendemos operando essa tecnologia

A mesa raramente aparece sozinha. Nos projetos que deram mais certo ela é o núcleo de uma estação desenhada em volta — o pentágono com maquete na Scania, o LED azul virado para a rua na CNP, o painel de amostras na Greenplac, o LED de 4 por 3 metros na Ihara. Vender a mesa isolada subaproveita a solução, porque o impacto visual nunca foi propriedade do equipamento: é função de como a estação é projetada.

Mesa Cubos branca da Greenplac diante do painel curvo com tiras verticais de amostras de MDF
A estação da Greenplac é o exemplo mais claro: a mesa em branco diante do painel curvo de amostras, com o nome de cada acabamento na parede e nos cubos.

Seis temas, duas telas por tema. É a recomendação que se confirmou ao longo dos anos. Acima disso o visitante não percorre até o fim, e a mesa vira um site em pé.

O conteúdo não morre com a feira. A Ihara não contratou um evento: fechou pacote e a estação rodou o circuito de feiras do ano. Depois, uma das mesas foi para a recepção da empresa, onde segue em uso em treinamentos internos. O aplicativo produzido para o pavilhão continuou servindo fora dele — e essa é a conta que raramente entra na decisão de compra.

O que garante a operação não é o equipamento. É o domínio construído sobre essa tecnologia desde 2013 e a equipe de campo à disposição durante o evento, para resolver o que aparecer no dia. Sempre aparece alguma coisa, em qualquer feira, com qualquer fornecedor.

Quando recomendamos

Quando o cliente tem conteúdo com volume e profundidade e um público que vale a conversa: estação de vendas, estação de conhecimento, treinamento de equipe, lançamento de linha de produto. A mesa é forte quando há muito a dizer e uma equipe comercial que quer conduzir.

É especialmente forte quando o produto do cliente pode virar o objeto — aí a interação deixa de ser sobre tecnologia e passa a ser sobre o produto.

E é a escolha certa quando o cliente precisa saber o que ficou, não só quantos passaram. Quiz, percurso completo e relatório com respostas erradas são o que separa uma ativação de uma medição.

Quando escolheríamos outra solução

Quando o objetivo for volume de interação com pouca informação. Com cerca de dois minutos por cubo, uma mesa sozinha num estande de tráfego alto vira gargalo. O caminho aí é multiplicar mesas, amplificar com painel — ou escolher outra solução do portfólio, feita para interações de poucos segundos.

Também pensaríamos duas vezes se o projeto exigir envio de mensagem em tempo real, ranking online ou consulta a sistema do cliente. Tudo isso é possível, mas a economia de operar sem internet deixa de valer, e essa economia é um dos melhores argumentos da solução.

Sobre vazão por hora, não temos um número honesto para dar: a duração depende do conteúdo e de quem conduz. O que temos é a faixa por formato — de 3 a 4 minutos no quiz de quatro cubos e quatro perguntas, com cadastro; até cerca de 12 minutos no institucional de seis cubos, se o visitante percorrer tudo, o que na prática raramente acontece, porque a equipe comercial foca no que interessa a quem está na frente da mesa.

Ficha técnica

A Mesa Cubos mede 150,6 × 81,8 × 115 cm, pesa cerca de 85 kg e tem tela touch de 43 polegadas em 4K, com o tampo inclinado. Trabalha com 2 a 6 objetos de 9 × 9 × 9 cm, recomendados de 4 a 6, identificados por tag RFID lida sob o tampo, através da madeira. O LED das laterais e dos cubos é configurado na cor do projeto. Consome 1,35 kva em 110 ou 220v, instala em menos de 30 minutos e não precisa de internet. O software é desenvolvido sob medida, de 5 a 15 dias com o design pronto.

Resumindo

A Mesa Cubos é a mesa interativa da Antídoto em que objetos físicos abrem o conteúdo digital: o visitante escolhe um cubo, encaixa no ponto de leitura e o assunto abre na tela touch de 43 polegadas, sem internet e com um ponto de tomada. Foi criada por nós em 2013, para a Scania, e virou uma família de soluções dentro da casa — Colmeia, Slider e Parede Cubos nasceram dela.

Ela serve a quem tem conteúdo demais para uma tela só e uma equipe comercial que quer conduzir a conversa. Não serve a quem precisa processar centenas de visitantes em interações de poucos segundos, e dizer isso na hora certa é parte do trabalho.

O que a diferencia não é a tela, é o objeto — ele transforma escolher num gesto e permite que o produto do cliente entre na interação como ele mesmo. E o que ela devolve depois do evento, sobre o que o público percorreu, acertou e errou, costuma valer tanto quanto o que ela mostrou durante.

Perguntas frequentes

Como funciona a Mesa Cubos?

Cada cubo tem uma tag RFID com identificação individual. O visitante encaixa o cubo no ponto de leitura do tampo e o sistema reconhece qual peça é, abrindo o conteúdo correspondente na tela touch de 43 polegadas. O leitor fica sob o tampo e lê através da madeira. Não é câmera, não é QR code e não depende de internet.

Quantos cubos a Mesa Cubos tem?

De 2 a 6, e o que funciona melhor é entre 4 e 6 — cada cubo é um tema. Quando o projeto usa menos, os nichos livres recebem uma placa adesivada com a identidade do cliente.

A Mesa Cubos precisa de internet?

Não. O aplicativo é desenvolvido em Unity 3D, compilado e instalado localmente. Internet só é necessária para envio de mensagem por e-mail ou WhatsApp, ranking online, acesso a site ou consulta a algum sistema do cliente que esteja na nuvem.

Dá para usar os produtos do cliente no lugar dos cubos?

Sim, e é onde a solução fica mais forte. Já usamos registros de metal, latas de produto, amostras de MDF, miniaturas e peças impressas em 3D. O limite é de tamanho: cada objeto ocupa uma área de 9 por 9 centímetros. Acabamento metálico não atrapalha a leitura.

Quantas pessoas usam a mesa ao mesmo tempo?

Para abrir conteúdo, uma por vez: o leitor é único, então escolher o tema é sequencial, com o grupo acompanhando na tela. Para jogar, não — a mesa é multitoque, e no quiz de fechamento já tivemos quatro pessoas jogando juntas. Com painel de LED replicando o conteúdo, a audiência sobe para grupos de 10 a 20 pessoas.

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